Exportar este item: EndNote BibTex

Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://tede.mackenzie.br/jspui/handle/tede/4776
Tipo do documento: Dissertação
Título: Toque de mãe: efeito da identidade associada ao toque na resposta neural ao toque afetivo em bebês de 6 meses
Autor: Wirth, Katja de Matos 
Primeiro orientador: Osório, Ana Alexandra Caldas
Primeiro coorientador: Mateus, Vera Lúcia Esteves
Primeiro membro da banca: Teixeira, Maria Cristina Triguero Veloz
Segundo membro da banca: Miguel, Helga
Resumo: Desde o nascimento, o toque é fundamental para explorar o ambiente físico à nossa volta, mas também no estabelecimento de relações sociais, adquirindo nesse contexto um significado afetivo. O toque é frequentemente avaliado em duas dimensões, uma sensório-discriminativa (textura, pressão, etc.), normalmente conduzida pelas fibras mielinizadas Aβ, e a outra dimensão motivacional-social, ligada ao contexto e significado afetivo daquele toque, conduzida por fibras amielínicas C-tátil. Mais concretamente no caso do toque afetivo, pesquisas anteriores com adultos mostraram que a identidade da pessoa que realiza o toque e o tipo de ligação emocional com essa pessoa influenciam o seu processamento. Evidência preliminar com bebês de 9 meses vai no mesmo sentido e mostra uma desaceleração cardíaca na sequência de toque realizado (aparentemente) pela mãe, comparativamente a uma mulher não familiar. No entanto, até ao momento, permanece por investigar o efeito que a identidade da pessoa que realiza o toque pode ter no processamento neural do toque afetivo em bebês. Além disso, a partir dos 6 meses de idade as crianças começam a apresentar uma preferência por proximidade e contato com os cuidadores de referência – tipicamente suas mães. Portanto, o objetivo deste estudo foi comparar o padrão de ativação cerebral de bebês de 6 meses de idade em resposta ao toque afetivo, quando a fonte desse toque era percebida como sendo a mãe versus quando a fonte do toque era percebida como sendo uma mulher não familiar. Foram analisadas possíveis diferenças na ativação cortical em áreas somatossensoriais e região temporal do cérebro (bilateralmente). A amostra foi composta por 8 bebês de 6 meses de idade, nascidos a termo e sem queixas do desenvolvimento. O processamento neural do toque afetivo foi avaliado com recurso a espectroscopia funcional no infravermelho próximo (fNIRS), que mede mudanças nas concentrações de hemoglobina oxigenada e desoxigenada no tecido cerebral. Os resultados apontaram para uma ativação na região somatossensorial e temporal quando o bebê acreditava estar sendo tocado por sua mãe, mas não se registrou qualquer ativação significativa quando o bebê acreditava estar sendo tocado por uma mulher não familiar. Estes resultados apontam para um recrutamento potencialmente seletivo destas áreas cerebrais (temporal e somatossensorial) já aos 6 meses de idade, em função da identidade de quem realiza o toque.
Abstract: Since birth, touch is essential to explore the surrounding physical environment, but also to establish social relationships, acquiring an affective meaning in this context. Touch is often assessed in two dimensions: sensory-discriminatory (texture, pressure etc.), typically mediated by myelinated Aβ fibers; and a motivational-social dimension, related to the context and affective meaning of that touch, mediated by myelinated C-tactile fibers. More specifically, in the case of affective touch, previous research with adults have shown that the identity of the person who applies the touch and the type of emotional connection with that person influence its processing. Preliminary evidence with 9-month-old infants provides support to this idea by showing a heart rate deceleration when touch was performed (apparently) by the mother, compared to an unfamiliar woman. However, until now, it remains to be investigated the effect the identity of the person who touches may have on the neural processing of affective touch in infants. In addition, from 6 months onwards, infants begin to show a preference for proximity and contact with their primary caregivers - typically their mother. Therefore, the aim of this study was to compare the pattern of brain activation in 6-month-old infants in response to affective touch, when the source of the touch is perceived to be the mother versus when the source of the touch is perceived to be a non-familiar female. We analyzed possible differences in cortical activation in the somatosensory areas and temporal region of the brain (bilaterally). The sample consisted of eight 6-month-old infants, full-term and without developmental problems. The neural processing of affective touch was evaluated by using functional near-infrared spectroscopy (fNIRS), which measures changes in the concentration of oxygenated and deoxygenated hemoglobin in brain tissue. The results showed an activation in the somatosensory and temporal region when the infant believed being touched by the mother, but no significant activation emerged when the infant believed being touched by a nonfamiliar female. These results suggest a potentially selective recruitment of these brain areas (temporal and somatosensory) at the age of 6 months, depending on the identity of the person performing the touch.
Palavras-chave: desenvolvimento
primeira infância
toque afetivo
neurodesenvolvimento
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA FISIOLOGICA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Sigla da instituição: UPM
Departamento: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS)
Programa: Distúrbios do Desenvolvimento
Agencia(s) de fomento: Instituto Presbiteriano Mackenzie
Citação: WIRTH, Katja de Matos. Toque de mãe: efeito da identidade associada ao toque na resposta neural ao toque afetivo em bebês de 6 meses. 2020. 48 f. Dissertação (Mestrado em Distúrbios do Desenvolvimento) - Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2020.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://tede.mackenzie.br/jspui/handle/tede/4776
Data de defesa: 29-Set-2020
Aparece nas coleções:Mestrado - Distúrbios do Desenvolvimento

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
Katja de Matos Wirth.pdfKatja de Matos Wirth1.45 MBAdobe PDFBaixar/Abrir Pré-Visualizar


Este item está licenciada sob uma Licença Creative Commons Creative Commons